BARCELOS ROTEIRO TURÍSTICO PELO CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE

IGREJA MATRIZ DE BARCELOS A
sua construção deve-se a D. Pedro, 3º conde de Barcelos, entre 1325 e
1328, estando as suas armas patentes nas arquivoltas do portal
principal. No entanto as obras continuaram pelo menos até 1382. Foi o 9º conde, D. Fernando, que conseguiu que o arcebispo de Braga instituísse a Colegiada de Barcelos, em 1464. Foi ampliada no séc. XV e XVI e, posteriormente, no séc. XVIII.

A
frontaria, bastante transformada ao longo dos séculos, resulta, na sua
parte superior, de um restauro recente, quando lhe foi acrescentada a
rosácea e a torre sineira, mantendo o seu portal gótico, que contém
ainda alguns motivos românicos.
No interior duas imagens da
padroeira, N. Sr.ª da Assunção, sendo a mais recente do séc. XVIII. A
imagem da Sr.ª da Franqueira, coroada e com o Menino ao colo, em
madeira, obra gótica de meados do séc. XV. Outra Senhora de pedra ançã,
com véu na cabeça e corpo sinuoso, data do séc. XIV, embora o Menino que
tem ao colo seja posterior. O órgão data do séc. XVIII, assim como os
azulejos que cobrem as paredes. | | PAÇOS DOS CONDES DE BARCELOS É
um castelo apalaçado característico dos fins da Idade Média, construído
na primeira metade do séc. XV, por D. Afonso, 8º Conde de Barcelos, 1º
duque de Bragança. As suas 4 chaminés com altos canudos simbolizavam a
casa mais rica de Barcelos.
Faltam às ruínas de hoje algumas
partes importantes deste castelo apalaçado, tais como a torre que se
prolongava sobre a entrada da ponte e 3 das 4 chaminés com canudos
altos. A sua ruína ter-se-á iniciado a partir do séc. XVIII.

Instalado
neste espaço, o Museu Arqueológico de Barcelos foi criado oficialmente
em 1920. Já antes desta data se utilizava a área das ruínas do Paço dos
Condes para guardar peças lícitas de cariz arqueológico que eram
encontradas por todo o concelho, de épocas muito distintas, fruto de
achados ocasionais ou provenientes do desmantelamento de monumentos
arquitectónicos. Do seu espólio destaca-se ainda o Cruzeiro do Galo,
ex-libris de Barcelos. | | PONTE MEDIEVAL Edificada sobre o Rio Cávado, faz a ligação entre Barcelos e Barcelinhos.

É
uma edificação gótica do início do séc. XIV. A sua construção deve-se a
D. Pedro, 3º conde de Barcelos, e estaria concluída em 1328, tendo
reforçado o papel de pólo comercial e de prestigiado local de passagem
que Barcelos já tinha | | LARGO DO APOIO Segundo
as principias monografias de Barcelos, este foi o primeiro largo do
"Burgo". No centro deste destaca-se um chafariz de tradição renascença,
atribuído a João Lopes. Neste local situam-se, também, a Casa dos
Carmonas, a Casa do Alferes Barcelense e a Casa do Condestável que
ostenta o brasão de armas dos Pereira. Esta última construção, foi doada
por D. Nuno Alvares Pereira, em 1427 à sua "Boa amada", Grácia Martins,
ama do 2º Conde de Bragança. No seu conjunto este largo e as ruas
adjacentes retractam o urbanismo e vivência medieval da cidade de
Barcelos.

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PELOURINHO DE BARCELOS Também
denominado "Picota", localiza-se junto à Igreja Matriz de Barcelos e é
constituído por uma base robusta, fuste de recorte octogonal e um remate
em ",gaiola" muito ornamentada, ao gosto do Gótico final. A sua
cronologia deverá situar-se entre o fim do séc. XV e o início do séc.
XVI.

| | EDIFICIO DA CÂMARA MUNICIPAL Este
edifício é o resultado de uma série de anexações, reformas,
acrescentos, a partir do núcleo dos velhos paços do concelho, a que a
grande remodelação e ampliação, iniciada em 1849 procuraram dar uma
certa unidade.

Este
edifício aglomera o antigo Hospital do Espirito Santo que no século XIV
serviu de posto de assistência dos peregrinos a Santiago de Compostela.
Existem também vestígios da antiga Capela de Santa Maria do século XIV.
Do século XV é a torre e a Casa da Câmara , enquanto que os vestígios
da Igreja da Misericórdia datam de 1593.
Por outro lado os
vestígios do Hospital da Misericórdia remontam aos Séculos XVII/XVIII,
enquanto que os Paços do concelho, datam de finais do século XIX e do
início século XX.
Todas estas faces da vivência e história
deste(s) edifício(s) foram-lhe devolvidas já nos nossos dias través de
uma exemplar acção de valorização e restauro. | | TORRE DA PORTA NOVA CENTRO DE ARTESANATO Faz
parte da muralha do séc. XV. Localizada entre o Largo da Porta Nova e o
Largo Dr. José Novais, é a única existente das 3 torres (Torre da
Ponte, Torre da Porta Nova ou do Cimo de Vila e Torre da Porta do Vale),
que correspondiam às entradas principais da vila, associadas a 2
torreões (do Fundo de Vila e do Pecegal) que protegiam entradas menores. Torre
em granito de base quadrangular, com paredes com cerca de 2,50 m de
largura, era inicialmente em forma de U, apenas três faces em pedra,
aberta para o interior da vila, permitindo a passagem em cotovelo,
formando a entrada e a saída um ângulo recto, o que facilitava o
controlo das pessoas.

No
séc. XVI, quando a torre deixou de exercer a sua principal função,
ter-lhe-ão acrescentado o remate com cornija renascentista e as ameias
decorativas (que vieram substituir as ameias primitivas, com função
defensiva) e enriquecida no cimo com pequenas gárgulas. Só em 1631 lhe
terão acrescentado a parede de pedra voltada a oeste, com as várias
janelas que hoje observamos. Teve, ao longo dos séculos, diversas
funções, entre as quais a cadeia desde o séc. XVI até 1932. Actualmente aqui funciona o Turismo de Barcelos e o Centro de Artesanato, posto de divulgação do rico artesanato local. |
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