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Pedestrianismo

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De Castelo de Vide ao Marvão, um percurso histórico e paisagístico que liga as duas vilas. Uma travessia secular ao longo de uma paisagem de características rurais e naturais, por antigos caminhos murados, com alguns setores ainda em calçada medieval.

O percurso é marcado pela presença de pequenas quintas onde predomina a cultura da oliveira e do pastoreio extensivo e onde o chocalhar pontual das ovelhas vai denunciando a presença destes simpáticos ruminantes. De realçar uma importante representação do carvalho-negral que, nesta região, forma bosquetes de elevado valor ecológico.

Ao longo destes caminhos rurais encontramos algumas construções características de tempos idos, como antigas fontes, choça, igrejas, uma sepultura escavada na rocha, etc.

Os últimos 3km, sempre a subir, representam um desafio à nossa resistência, atenuados pela envolvente paisagística que se perde no horizonte e pela magnífica e bem preservada calçada medieval que atravessa os afamados soutos que dão origem à Castanha de Marvão.

A mais de 800m de altitude, alcançamos o final do percurso, em frente à Porta de Ródão, a porta da vila de Marvão.

Este percurso oferece uma imersão na paisagem e história do Alentejo, conectando dois dos lugares mais emblemáticos da região. 

 

Trilho da Barca d’Amieira / Trilhos das Jans

Começamos o percurso no passadiço de madeira, em direção ao rio Tejo, acompanhando o trajeto final da ribeira de Figueiró até à sua foz, sendo possível contemplar os “Meandros” a partir de um módulo de observação e os elementos pictóricos “Javalis”, “Sol”, “Jardim do Éden”, “Joaninha”, “Borboleta” e os “Baloiços Instagramáveis da Árvore Lilás”.

Transpomos o Figueiró pela Ponte Pedonal Suspensa, observar a avifauna a partir do módulo Birdwatching e entre no Muro de Sirga onde poderá contemplar os elementos pictóricos “Raposa”, “Formiga”, “Garça Real”, “Alpinista”, “Covil do Ginete”, “Cascata Cromática” e o “Índio”. O passadiço faz a ligação ao Muro de Sirga, onde é possível a partir do módulo “Casa da Árvore” ter uma vista única sobre a foz do rio Ocreza.

Nesta zona não faltam os sobreiros, as azinheiras, as oliveiras e os eucaliptos, nem tão pouco a esteva, a giesta, o rosmaninho, a urze, o medronheiro e o espargo silvestre. Por aqui podem observar-se aves migratórias como o pisco, o alvarinho e o tordo, ou outras de maior porte como a garça-real, o milhafre, a águia-pesqueira, o abutre, o corvo-marinho e o grifo, que nidificam junto à bacia do Tejo. Estas paisagens são também o território do javali, do coelho, da lebre e do texugo.

O vale encaixado deste rio, separando a Beira do Alentejo, marca a transição entre o sul, quente e seco, e o Norte, mais temperado e húmido. Nas margens, de relevos rochosos ricos em xisto, granito e quartzo, desaguam diversos rios e ribeiras, que em cursos sinuosos alimentam açudes e barragens. Toda a área do Tejo que delimita o topo do concelho de Nisa, num total de 43 Km, se caracteriza pela biodiversidade animal e vegetal, bem como pelas riquezas geológica e arqueológica a ela associadas.

Em Amieira, atravessamos as estreitas ruas com calçada de pedra e as arcadas dos antigos paços do concelho. Uma visita ao castelo medieval, à igreja do Calvário e à capela de S. João Baptista, entre outras na freguesia, a repare nas ruínas de Vila Flor.

Ao longo do percurso, a apreciar a panorâmica sobre o vale do Tejo, contemplando a barragem do Fratel, a Barca da Amieira e os miradouros naturais, paralelos ao muro de sirga e rodeados de vegetação selvagem.